O Cidadão de Papel:
20 anos de atualidade


– Por Ana Teresa Ralston*


Um livro informativo, repleto de datas, estatísticas e análises conjunturais, pode tornar-se velho? Neste sábado (19/10), participo ao lado Gilberto Dimenstein de uma mesa-redonda do Colégio Visconde de Porto Seguro que provará que não. Neste encontro, conversaremos com os alunos da Unidade Panamby e da Escola da Comunidade sobre a experiência traçada ao longo de todo o ano letivo de leitura de O Cidadão de Papel e de discussão sobre cidadania, desigualdades sociais, direitos das crianças e adolescentes – questões candentes apontadas na obra publicada há 20 anos por Dimenstein.

O Cidadão de Papel foi lançado pela Ática em 1993, época em que Dimenstein despontava como jornalista da área social. Levou o Prêmio Jabuti de não ficção do ano seguinte e instaurou um novo padrão de títulos informativos: se antes faltavam recursos aos professores de humanas para a abordagem dos temas sociais em sala de aula, com O Cidadão de Papel vimos emergir uma nova forma de diálogo franco e formativo com os jovens alunos. E por meio de 24 edições e 3 reformulações, a obra conseguiu acompanhar o espírito do adolescente de cada época, consolidando-se no papel de livro pré-digital, de uma pré-plataforma colaborativa.

Com o lançamento da versão em aplicativo (2011), O Cidadão de Papel ampliou seu convite à reflexão. No contexto de sua publicação original, a Educação no Brasil ainda não era universal. Já hoje, 20 anos mais tarde, nossas bandeiras implicam em Educação de qualidade para todos, com acesso universal às novas e qualificadoras tecnologias educacionais. Neste balanço de épocas, sobressai-se o poder catalizador da obra e do autor, em breve ampliado ainda mais por meio da integração do aplicativo a redes sociais.

Em paralelo ao aplicativo, a Ática também lançou a HQ O Cidadão Invisível, surgida da ideia de Gilberto Dimenstein de traduzir para outra linguagem o seu livro. Na leitura em quadrinhos, a proposta tomou corpo pela história de uma cidade dividida em dois mundos profundamente distintos. Naco e Patrícia são personagens desse cenário urbano, são as duas pontas da mesma realidade. O menino de rua Naco se tornou invisível. Ele busca recuperar sua visibilidade, mas acaba se rendendo às tentações do novo “poder”. Patrícia é uma garota de classe média que não se conforma com a desigualdade social. O encontro dos dois abre os olhos dos leitores para o que nem sempre queremos ver.

Agora, O Cidadão Invisível segue os passos de O Cidadão de Papel: está prestes a também tornar-se aplicativo. A HQ digital, prevista para 20 de dezembro próximo, terá recursos de animação e um jogo integrado, modelo Super Trunfo, de embate contra o computador entre elementos do bem e do mal. Cartas com personagens da história explorarão atributos como força, defesa e velocidade. O objetivo? Multiplicar esses 20 anos de trajetória inspiradora e evitar personagens como Naco continuem invisíveis!


*Diretora de Tecnologia de Educação da Abril Educação

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Livros das Editoras Ática e Scipione são finalistas do Prêmio Jabuti

Decifrando Ângelo e Meus heróis não viraram estátua são selecionados pelo mais importante prêmio editorial do país

Dois livros do catálogo de Literatura das Editoras Ática e Scipione foram anunciados no último dia 18/09 finalistas do 55º Jabuti, o mais importante prêmio editorial do país. Decifrando Ângelo, obra de Luís Dill lançada pela Scipione, e Meus heróis não viraram estátua, livro de Luiz Bolognesi e Pedro Puntoni editado pela Ática, foram escolhidos pelo júri da premiação para disputar a etapa final das categorias “Juvenil” e “Didático e Paradidático”, respectivamente. Ao prêmio desta última também concorre o Projeto Teláris História – Volume 6º ao 9º anos, título de Gislane Azevedo e Reinaldo Seriacopi pertencente ao catálogo didático da Ática.

Organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Jabuti recebeu na edição deste ano mais de 2,1 mil inscrições em 27 categorias – todos os livros concorrentes deveriam, necessariamente, ser inéditos e editados no Brasil no decorrer de 2012. Os vencedores serão conhecidos em nova apuração a ser realizada em 17/10 e os troféus serão entregues em cerimônia na Sala São Paulo, em 13/11, quando também serão divulgados os ganhadores do livro do ano de ficção e de não ficção. Para conhecer a lista completa de finalistas, clique aqui (http://www.premiojabuti.com.br/resultado-fase1-2013).

Sobre os livros finalistas

Em Meus heróis não viraram estátua, Luiz Bolognesi, roteirista de Bicho de sete cabeças e diretor de Uma história de amor e fúria, e Pedro Puntoni, diretor da Biblioteca Brasiliana da USP, unem forças para trazer à tona a pluralidade das verdades históricas. Juntos, o cineasta e o historiador desvelam as contradições e os conflitos de grandes heróis oficiais brasileiros.
Saiba mais (http://www.portaldeliteratura.com.br/catalogo/livro.aspx?IdObra=4427)

Em forma de depoimentos entrecruzados, Decifrando Ângelo fala sobre questões delicadas, que permitem várias abordagens em sala de aula. Seu enredo parte de um tiro que ecoa pela escola. Logo fica claro que Ângelo, de 15 anos, é o autor do disparo. Um dos alunos decide então fazer um documentário com depoimentos dos alunos sobre o colega.
Saiba mais (http://www.portaldeliteratura.com.br/catalogo/livro.aspx?IdObra=4352)

 

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