Diversidade e identidade
sexual, motes do dia

17/5 marca o dia internacional da diversidade sexual. Na série Todos Juntos, pais e professores encontram apoio para educar atentando para o convívio com as diferenças.

Meus dois pais, de Walcyr CarrascoIlustrações de Laurent Cardon para Meus dois pais, de Walcyr Carrasco

Governos, entidades e movimentos sociais do mundo todo organizam hoje manifestações de combate à homofobia. Na internet, estas iniciativas ganham escala por meio das redes sociais: no Twitter, por exemplo, desde o início do dia milhares de mensagens já foram compartilhadas através de termos-chave como “Dia Internacional contra a Homofobia” e “Brasil sem Homofobia”.

A ocasião é oportuna para nos lembrarmos da Todos Juntos, série bastante especial da Editora Ática que dá ênfase ao fato de que conviver com as diferenças faz parte do complexo caminho que a criança precisa percorrer ao longo do seu desenvolvimento. Os primeiros títulos (A ararinha do bico torto, Meus dois pais, Pituxa, a vira-lata, Laís, a fofinha, Rick, o nerd detetive e Daniel no mundo do silêncio) são assinados por Walcyr Carrasco, roteirista de televisão e autor de novelas de sucesso como O Cravo e a Rosa. Os volumes são acompanhados por guias virtuais, elaborados por especialistas, que complementam a leitura e ajudam pais e professores a lidar com os temas mais candentes apresentados em cada história.

A seguir, destacamos um trecho de um dos guias de Meus dois pais, cuja íntegra você pode baixar aqui. Ele foi elaborado pelo psiquiatra Alexandre Saadeh, doutor pela USP, professor do Curso de Psicologia da PUC-SP e supervisor dos médicos residentes em Psiquiatria no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Saadeh é especialista em sexualidade humana e tem a identidade sexual como uma de suas áreas de pesquisa:

Devo interferir quando meus alunos fazem comentários preconceituosos?
Sim, sempre que beirar a discriminação, ou seja, quando o comentário magoa e acentua a diferença como algo errado, esquisito. Quando alguém faz um comentário preconceituoso, revela que desconhece o assunto em questão. Por isso, é essencial que o professor esclareça a situação, mostrando que determinada característica não é motivo para a pessoa ser discriminada ou excluída.
Muitas vezes, o comentário preconceituoso nem é da criança, pois ela mesma não tem noção do preconceito, mas está reproduzindo algo que ouviu ou aprendeu em casa.
A postura do professor, sabendo trabalhar o comentário sem ser repressivo ou acusador, é muito importante.
Primeiro, é preciso entender a origem daquele comentário e deixar claro que toda atitude deve ser baseada na ética e no entendimento, a começar pela sua.
Não existe certo e errado em relação ao desejo sexual humano, mas sim o que é adequado ou não, o que causa dor e sofrimento a si mesmo e aos outros ou não. Até porque desejo não implica escolha, mas sim algo independente de nossa vontade. Já a realização desse desejo depende de determinação e escolha.
Sem julgar o aluno, o professor deve deixar claro que todo comentário que faça mal a alguém deve ser evitado.

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Veja também:
Página do autor com todos os guias da série Todos Juntos
Walcyr Carrasco, movido a paixão – Entrevista com o autor

Curiosidade que assusta – Artigo sobre Educação Sexual
Meus dois pais – Aplicativo do livro, versão para iPad
A ararinha do bico torto – Aplicativo do livro, versão para iPad

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Problemas de comportamento

Antes de evidenciar problemas de comportamento, o aluno geralmente percorre um longo caminho no qual tenta mostrar suas dificuldades. Educar pressupõe saber enxergar e aprender com esses sinais.

Por Sonia Casarin*

Problemas de comportamento. Foto por mensatic/MorgueFileOs chamados “problemas de comportamento” sempre são fonte de dor de cabeça para o professor. Muitas dúvidas surgem sobre a melhor maneira de lidar com esses episódios que geralmente envolvem palavrões, agressões físicas, comportamento desafiador, indisciplina. Sem saber como explicá-los, a maioria dos educadores afirma que “do nada” eles acontecem, ou seja, repentinamente o aluno começa a agredir.

Junto com as queixas dos professores vem a expressão de impotência, pois é comum a sensação de que todas as soluções foram tentadas, mas nada gerou resultado. Quando ouço casos como esses, pergunto o que foi feito e recebo como resposta: “já conversei com ele”, “eu explico, mas não adianta, ele para na hora, mas depois volta a fazer a mesma coisa”.

Quando questiono o que o aluno diz sobre o que ele fez, vejo que não há resposta, pois a criança ou o adolescente não foi ouvido, não lhe foi perguntado o motivo de seu feito. Por quê? Porque quando o professor diz que conversou com o aluno, geralmente quer dizer que ele expôs sua expectativa sobre o comportamento desejado, mas não conversou sobre os motivos e explicações daquele que é a fonte dos “problemas”. Assim, raramente há diálogo, enquanto frequentemente ocorre pouca escuta sobre o que o aluno, especialmente aquele com “problemas de comportamento”, tem a dizer.

Recentemente, uma professora relatou que uma criança se recusava a entrar na sala de aula porque estava “ocupada”. A professora chamou, explicou, esperou que a criança entrasse na sala – e nada. Perguntei o que a criança queria dizer com “estou ocupada”. Ocupada com o quê? A professora não tinha feito essa pergunta e não conseguimos imaginar o que isso significava. Só a própria criança poderia dizer. Nem sempre as explicações da criança justificam o comportamento impróprio, mas a educação começa aí mesmo, no ato de mostrar a ela alternativas para solucionar dificuldades, como, por exemplo, buscar ajuda de outras pessoas e conversar a respeito do que está acontecendo.

Quando falamos em sujeito na educação, queremos dizer isto. Só o próprio aluno tem as respostas e é preciso ouvi-lo, seja individualmente, seja em grupos, como “assembléias”, por exemplo. Sempre há um motivo para o comportamento, mesmo que nós, outros, possamos não percebê-lo. Ouso dizer que quando o aluno “transborda” e apresenta o “problema”, ele já percorreu um caminho ao longo do qual mostrou seu desconforto ou dificuldade, seja na forma de agitação motora, seja no olhar inquieto ou na vocalização inadequada e excessiva.

Porém, tais manifestações são muito discretas e naturalmente deixamos de notá-las e considerá-las. Acabamos desprezando esses sinais, que ao invés de desaparecer vão se acumulando e gerando o desconforto ou a dificuldade de se transforem em problemas que já não podem ser ignorados. Esse transbordamento se impõe e as necessidades do aluno tornam-se, enfim, visíveis. Infelizmente, pelo lado negativo.

A educação é um processo contínuo. Crianças e adolescentes encontram-se em constante mudança. Suas necessidades se modificam, por isso a observação cuidadosa e a percepção do que pode estar acontecendo com eles devem ser habilidades muito desenvolvidas pelos educadores. Perceber o que está acontecendo, quais são as necessidades e o que pode criar desconforto ou dificuldade é uma tarefa que faz parte da educação. Isto feito, as dificuldades não se transformarão em problemas, pois terão sido resolvidas no início do processo educativo, sem a necessidade de transbordar para se tornarem evidentes.

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*Sonia Casarin trabalha com inclusão desde quando “inclusão” ainda não existia no vocabulário escolar. É doutora em Psicologia pela PUC-SP, autora de Talento e deficiência: como incluir alunos com diferentes tipos de inteligência (Editora Ática, 2011), docente da pós-graduação em Educação Inclusiva do Instituto Superior de Educação Vera Cruz e responsável pelo SOS Down.

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Bully e o convite ao debate
sobre a diversidade nas escolas

Após lançamento sob pesadas críticas, documentário norte-americano tem engajado personalidades e público no combate à violência escolar

Desde a estreia de Bully, há pouco mais de um mês, os Estados Unidos não param de discutir as cruéis facetas da violência escolar. Se à época o documentário enfrentava duras críticas por supostamente “exagerar o problema do bullying”, ou ser “inapropriado para jovens com idade inferior a 17 anos” (justamente seu público-alvo), hoje ele é encarado como peça indispensável para o debate nas escolas americanas sobre o respeito à diversidade.

Trailer de Bully. O filme ainda não tem previsão de estreia no Brasil

Mas, por que a narrativa do cineasta Lee Hirsch forçou o debate nacional e conquistou defensores tão diferentes como a atriz Meryl Streep, o jogador Michael Jordan e o cantor teen Justin Bieber? Em meio a tantos trabalhos sobre o tema, Bully se destaca por “provocar sentimentos, ao invés de construir teorias ou apresentar argumentos”, como avalia o jornal The New York Times. Para além dos 94 minutos sobre as inquietantes histórias de jovens vítimas, cujas famílias foram acompanhadas durante um ano pelo cineasta, o filme ainda se desdobra no projeto de envolver estudantes, professores, pais e juristas no combate a esse tipo de violência.

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Aqui no Brasil, o bullying está em evidência nesta semana por ocasião de seminário, realizado na Câmara e no Senado, que discute a sexualidade na infância e na adolescência. Vale ressaltar também que já há alguns anos iniciativas como as da SaferNet Brasil e do Conselho Nacional de Justiça promovem a conscientização sobre a questão.

E você, educador, tem alguma experiência sobre bullying a compartilhar? Deixe o seu recado aqui embaixo, no campo de comentários. Nossos articulistas poderão desdobrar a sua vivência em outros posts sobre o assunto.

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Leia também
Violência escolar: como enfrentar o problema? – Entrevista com Maria Auxiliadora Elias
Entre os muros da escola – Dica cinematográfica

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Alunos de inclusão
ou alunos de exclusão?

A permanência de um aluno com necessidades educacionais especiais na sala de aula convencional não assegura a sua integração. Sonia Casarin argumenta, neste artigo, como a expressão “aluno de inclusão” pode ser um véu que esconde a incompreensão das práticas inclusivas.

Por Sonia Casarin*

Alunos de inclusão ou alunos de exclusão? Foto por earl53/MorgueFile

Alunos com necessidades educacionais especiais têm sido identificados como “alunos de inclusão” por muitos educadores. Obviamente, a expressão não traduz um conceito, pois é coloquial e está presente na comunicação informal do dia a dia escolar. Bem, mas o que quer dizer “aluno de inclusão”?

Sabemos que a “definição” identifica alunos com altas habilidades, deficiência ou aqueles que necessitam algum tipo de adequação no planejamento escolar. Na prática, denuncia a discriminação desses indivíduos, que assim categorizados não são privilegiados com modificações no currículo, nos objetivos, nas estratégias ou na temporalidade das atividades pedagógicas. Eles são, antes, marcados como aqueles que não fazem parte do grupo, os que não aprendem. Não é exagero dizer que seria mais apropriado chamá-los de “alunos de exclusão”.

Assim marcados, a situação na escola se organiza e cada um permanece em seu lugar, seja ele dentro ou fora da educação. O “fora”, entretanto, já não fica localizado no exterior dos muros da escola, como antes da prática inclusiva. É o “fora” de “dentro”, pois fisicamente o aluno com necessidades educacionais especiais está dentro, mas não faz parte. Ou seja: “estar fora” agora tem um sentido simbólico, é mais sutil. A exclusão – quem diria? – ganhou sutileza.

Se o “aluno de inclusão” está na escola sem efetivamente fazer parte dela, podemos dizer que as ações pedagógicas não vão ao encontro de suas necessidades, como preconiza a prática inclusiva. Em grande parte dos casos que vejo e estudo, a expressão “aluno de inclusão” tornou-se um véu, ou uma miopia, que denuncia a dificuldade de conviver com a diversidade, bem como a recusa de muitas instituições escolares em abandonar a comodidade da educação padronizada.

Esse rótulo (já andei falando sobre rótulos por aqui) simplifica a compreensão de contextos complexos e dispensa o educador do trabalho de compreender o processo de aprendizagem de cada aluno. O rótulo é uma manifestação do pré-conceito, um conceito formado com pouco raciocínio e muitas crenças infundadas.

Mesmo bem intencionados, muitos educadores usam expressões que sugerem preconceito. “Não estou discriminando, é só o jeito de falar”, dizem. Não se pode esquecer, contudo, que o educador tem um papel social relevante e sua maneira de se expressar é referência para os alunos, para os pais e para outros profissionais.

Embora seja trabalhoso, vale a pena evitar expressões simplificadoras e genéricas. Elas tendem a reduzir a pessoa a uma abstração tão distante que acaba impossível enxergar a sua particularidade. Conhecer cada aluno também implica em conhecer o processo de ensino e aprendizagem. Conhecê-lo e se referir a ele pelo nome ajuda a fortalecê-lo, a colocá-lo em um lugar único, sem pré-conceitos. Em última instância, a tornar a escola mais humana.

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*Sonia Casarin trabalha com inclusão desde quando “inclusão” ainda não existia no vocabulário escolar. É doutora em Psicologia pela PUC-SP, autora de Talento e deficiência: como incluir alunos com diferentes tipos de inteligência (Editora Ática, 2011), docente da pós-graduação em Educação Inclusiva do Instituto Superior de Educação Vera Cruz e responsável pelo SOS Down.

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Escola e comunidade:
uma interação necessária

O que pode ser feito para melhorar a interação escola-comunidade? Neste artigo, Nelson Piletti propõe ações de intercâmbio entre as duas partes, como a criação de bancos de dados socioculturais.

Por Nelson Piletti*

Escola e comunidade. Foto por ppdigital/MorgueFile

Como podem os profissionais da educação bem desempenhar o seu trabalho se não conhecem a comunidade onde o estabelecimento de ensino em que atuam está localizado? Como pode a escola atingir os objetivos constitucionais da educação – pleno desenvolvimento da pessoa, preparação para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho – se desconhece as condições de vida e as aspirações da comunidade onde vivem os seus alunos?

O conhecimento da comunidade assume importância ainda maior quando os profissionais da educação não residem no bairro em que atuam. Muitas vezes, eles se dirigem à escola, executam as suas tarefas e voltam para casa sem se preocupar, ao menos, em percorrer as ruas onde moram os alunos – quem dirá visitar as suas casas! – para ter um contato, mínimo que seja, com a realidade local.

Décadas atrás, após desenvolver experiências teatrais em comunidades cariocas, o educador Antonio Leal assumiu uma turma de alunos reprovados em certa escola da favela da Rocinha. Em seu famoso livro Fala Maria Favela: uma experiência criativa em alfabetização, ele relata o que viu ao entrar na sala de aula:

“Das janelas em forma de venezianas, com muitos vidros quebrados, via-se o interior das casas montadas no barranco: aparelhos de televisão, sofás de napa, imagens de são Jorge e são Sebastião etc. Sempre muitas crianças brincando, soltando pipa, brigas e discussões de marido e mulher, homens construindo novos barracos, enfim a vida da favela entrando pela janela da sala. Assim deve ser na escola (…). [Enc ontra-se, no entanto] a sala sempre igual: carteiras individuais, a mesa do professor e o quadro negro” (São Paulo: Editora Ática, 1993, 12ª ed.).

Duas perguntas importantes são suscitadas pelo relato: de modo geral, qual o estado em que se encontram as relações entre as nossas escolas e a comunidade? O que, concretamente, pode ser feito para melhorar a interação escola-comunidade?

A questão é tão importante para a melhoria do desempenho escolar de alunos e professores que se torna fundamental organizar, em cada estabelecimento de ensino, um Serviço de Intercâmbio Escola-Comunidade, com representantes da escola (professores, alunos, funcionários) e da comunidade (pais, associação de moradores, organizações sociais etc.).

A primeira tarefa desse serviço seria organizar um banco de dados com o maior número possível de informações (de diversas naturezas) sobre a comunidade, abrangendo:

  • Condições materiais: situação das ruas, iluminação pública, saneamento básico, moradia, alimentação, trabalho, salários, desemprego, água tratada, entre outros;
  • Condições sociais: assistência médica, educação, acesso escolar, assistência à infância e aos idosos etc;
  • Condições culturais: espaços para eventos artísticos, de lazer, atividades de fim de semana e demais ações do gênero;
  • Condições familiares: tipos de arranjos familiares, número de pessoas na mesma casa. E assim por diante.

Tais informações poderiam ser enriquecidas com um acervo fotográfico que, exposto na escola – na sala dos professores, por exemplo –, lembrassem sempre os educadores das características da comunidade e dos alunos com os quais atuam.

Como segunda tarefa importante, caberia ao serviço de intercâmbio promover atividades que facilitassem a interação entre a escola e a comunidade, tanto no sentido escola-comunidade, quanto no sentido comunidade-escola, entre as quais estariam visitas às famílias (especialmente dos alunos com maiores dificuldades), saídas dos alunos para melhor conhecerem a sua comunidade, atividades culturais e recreativas nos finais de semana (abertas à comunidade), organização de eventos nas dependências da escola, enfim, um grande leque de possibilidades.

É fundamental, porém, que todas essas atividades de interação entre escola e comunidade caminhem de encontro àquela que é a atividade-fim do estabelecimento de ensino: a educação. Assim, com base nas informações coletadas e nas atividades de intercâmbio promovidas, caberá à escola desenvolver um processo de ensino e uma programação cultural ampla, ambas iniciativas embasadas nas necessidades e aspirações da comunidade – portanto, condizentes com a realidade cotidiana.

Dessa forma, os conhecimentos transmitidos pela escola assumirão uma “roupagem local” (linguagem, exemplos, atividades, eventos culturais), aumentarão o interesse dos alunos pela escola e, certamente, também a eficiência e a eficácia do processo de ensino e aprendizagem.

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*Nelson Piletti é graduado em Filosofia, Jornalismo e Pedagogia. Mestre, doutor, livre-docente em Educação (USP) e professor aposentado da Faculdade de Educação (USP), publicou dezenas de livros didáticos, paradidáticos e acadêmicos nas áreas de Educação e História, entre os quais Sociologia da educação: do positivismo aos estudos culturais (Editora Ática, 2010), em coautoria com Walter Praxedes.

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