A infância e o poder

Em Ordem, sem lugar, sem rir, sem falar, publicado recentemente pela Editora Scipione, Leusa Araujo reconstrói, em prosa ficcional, a infância e o ambiente escolar nos tempos da ditadura. Nesta entrevista exclusiva, a autora fala sobre sua carreira e comenta o processo de concepção do livro, passando por temas como o bullying e a democracia nas escolas.

*Foto por Cultura News

A filósofa Marilena Chaui costuma dizer que a sociedade brasileira é altamente autoritária e hierarquizada, pois “divide as pessoas, em quaisquer circunstâncias, em inferiores, que devem obedecer, e superiores, que devem mandar”. Refere-se, grosso modo, à forma como as coisas funcionam na prática em nosso país, que valoriza a posição social em detrimento do valor do indivíduo, um hábito que se consolida na conhecida frase “sabe com quem está falando?”.

Tais atributos fazem parte de nosso ethos, mas foram potencializados no período de pouco mais de vinte anos do regime militar imposto ao país pelo golpe de 1964. De repente, a lógica da vida militar, baseada na obsessão pela ordem e pela hierarquia, foi estendida a todos os setores da sociedade, contaminando seus membros, influenciando comportamentos e dando margem a situações de excesso. Era o tempo em que os verbos no imperativo se impunham sobre o estado de direito, como atesta a frase da época “Brasil: ame-e ou deixe-o!”.

É desse tempo sombrio que trata o romance juvenil Ordem, sem lugar, sem rir, sem falar (Scipione), da jornalista e escritora paulistana Leusa Araujo. Fruto de mais de dez anos de pesquisa, a história é contada do ponto de vista de um garoto de subúrbio, o personagem Doca, filho de um policial militar. Esse elemento inusitado faz toda a diferença. Como toda criança, Doca transita em pelo menos dois espaços em que a opressão da época se manifestava com mais intensidade: sua casa e a escola onde estuda. Resulta daí uma narrativa fluente e precisa, fragmentada mas com um eixo narrativo muito bem conduzido, em que cada personagem carrega o determinismo e o drama do emblema social que representa.

Leusa Araujo concedeu a seguinte entrevista ao Blog das Editoras Ática e Scipione:

*

Leusa, vamos começar falando do seu último livro, o romance juvenil Ordem, sem lugar, sem rir, sem falar, editado pela Scipione. O que a motivou a escrever um livro com um recorte tão peculiar dentro da temática da ditadura militar no Brasil, ou seja, uma narrativa feita do ponto de vista de um garoto de subúrbio, filho de um capitão da PM, em plenos anos de chumbo?
A principal motivação foi um estranho sentimento de que há muito a ser contado sobre o período da ditadura militar brasileira. De fato, será que nós, os filhos da ditadura, superamos os traumas dos anos de chumbo? Senti, portanto, uma necessidade muito grande de falar desse tema de um ponto de vista inédito: a voz de uma criança comum, suburbana, filha de policial militar – já que a maioria dos relatos e filmes adotam o ponto de vista dos filhos de militantes de esquerda.

Esse menino, o Doca, é muito parecido com a maioria dessa geração que viveu parte da história ignorando a gravidade do regime de exceção. Porém, é a mesma geração embalada pelo sentimento de que havia algo muito errado no ar… Tanto havia que, muitos, ao final da década de 1970, engajaram-se nas lutas pela anistia, diretas, até eleger os presidentes civis.

O livro traz informações bastante precisas sobre fatos políticos e culturais da época em que se passa a história. Houve muita pesquisa? De que fontes você se valeu para construir a narrativa?
Comecei a escrever o livro há mais de dez anos, baseando-me inicialmente nas memórias pessoais, tanto minhas como na de amigos, parentes etc. A partir dos primeiros textos, comecei a “checar” a veracidade dos fatos lembrados. Foram mais de dez anos de pesquisas sobre o período de 1964 a 1978, até me concentrar nos anos de 1968-1972, cobrindo parte do governo Costa e Silva e Médici.

Minhas fontes foram depoimentos pessoais, jornais e revistas da época, artigos, livros e cadernos dos tempos de escola, teses, livros consagrados ao período, relatos de presos políticos, internet, e muito sebo…

Ainda sobre suas fontes: como conseguiu, por exemplo, informações tão detalhadas sobre as regras do jogo de bolinhas de gude e sobre suas cores?
Eu mesma me encantava com aquela variedade de cores e tipos. Mas não sabia os nomes e corri atrás pra saber. Tive enorme ajuda do meu marido, Leandro Esteves, dos dicionários e também de relatos de blogueiros da internet.

Você tem afirmado que esta obra é aquela de que mais gosta, a que mais a gratificou em sua obra literária. Gostaria que falasse um pouco sobre esta satisfação.
Não considero o período escolar uma lembrança gratificante. Ao contrário, o autoritarismo escolar, a falta de comunicação com professores e direção, as dificuldades de relacionamento entre os próprios pares, tudo isto marcou profundamente minha experiência pessoal. A melancolia que me acompanhou em períodos da infância acabou por constituir a escritora. Há muito eu acalentava dividir essa experiência com as crianças e os jovens. Não apenas como exercício de autoficção, mas com a intenção de denunciar um período em que a “ordem” era estancar a agitação necessária à vida. Quando o gerente editorial da Scipione, Adilson Miguel, topou publicar o livro, chorei como a criança de antes. Foi como uma despedida da dor. Daí a satisfação maior com essa obra.

No início do livro você explica que se trata de uma história verdadeira. Como foi construí-la? É um mosaico de várias histórias verdadeiras ou o eixo dela se refere a uma história só?
O eixo é a infância do Doca, filho de um policial militar, um menino do subúrbio, com vida comum, escola pública, como a maioria dos meninos nascidos nos anos 1960. O que chamei, na introdução ao livro, de “é tudo verdade”, foram os depoimentos que colhi das pessoas da época, como o do amigo Pedro Yves que gerou o capítulo “Nunca mais guerra”, que, ao que tudo indica, pode estar relacionado com a morte do preso político Antonio dos Três Reis de Oliveira [1946-1970, militante de esquerda desaparecido], no Tatuapé. Considero importante a consulta aos diversos documentos e registros e o fato de o relato ser feito do ponto de vista de uma criança. Por mais que se considere invenção, fui desafiada a buscar os fatos, as marcas deixadas, obstinada em provar a veracidade dessas lembranças muitas vezes tomadas como “recordações infantis” sem relevância.

No romance, é forte a presença de personagens autoritários, como o pai do garoto, o seu Genaro, o bedel Paulão, a professora substituta e a professora de francês. Você acredita que o regime militar influenciava no comportamento de parte da sociedade?
Claro que sim. Não há dúvida sobre isso. Quem viveu essa época lembra que qualquer autoridade – do bedel ao diretor, do porteiro do prédio ao delegado, do cabo fardado aos generais – sentia-se no direito de demonstrar de forma exacerbada o poder. Robert Musil [1880-1942, escritor austríaco], no seu livro O jovem Törless, valeu-se da experiência de um adolescente num internato escolar do Império Austro-Húngaro para mostrar que aquela ambiência já antecipava os tempos sombrios da Europa no período entre guerras. Nossa escola linha-dura expressa muito bem o clima dos regimes de exceção.

Você, pessoalmente, ou alguém da sua família, sofreu na pele os efeitos da ditadura militar pós-1964?
Considero que todos nós, brasileiros, sofremos na pele estes efeitos, e suas consequências são visíveis até hoje. É isso o que o livro tenta mostrar. Não só os que foram atingidos e martirizados diretamente, como os presos políticos, os militantes de esquerda etc., mas especialmente as crianças submetidas ao terror do Estado, sob a máscara de prosperidade, por meio de suas propagandas ufanistas e bandeirinhas agitadas nas paradas militares. Enquanto isso, nos porões do regime, tortura e repressão.

A personagem Elisa, irmã mais velha do garoto Doca, é emblemática da jovem libertária do final dos anos 1960. Gostaria que comentasse essa personagem.
Elisa exala uma liberdade que não há no país. Ela sonhava estar em Londres e ter o rosto pintado de flores para respirar os novos ares do movimento de libertação sexual. Elisa faz um contraponto: a alegria do Pata Pata [música imortalizada por Miriam Makeba (1932-2008), cantora e ativista política sul-africana], dos Beatles, versus o autoritarismo e a moral pudica representada pela Marcha da Família com Deus pela Liberdade [movimento surgido em 1964 que consistiu de "marchas" organizadas pelo clero e por setores conservadores da sociedade]. Representa a garota suburbana que fazia de tudo para escapar do despotismo paterno. Mas acaba, desgraçadamente, enredada no pequeno mundo da gravidez precoce e do casamento precipitado.

Há no livro uma contundente crítica à ordem autoritária dos anos de chumbo que contaminava o ambiente escolar. Atualmente critica-se uma suposta anarquia nas escolas, materializada na falta de respeito dos alunos pelos professores e pela escola como espaço físico e como instituição. Na sua opinião, o que aconteceu entre o período descrito em seu livro e os dias atuais?
Acho importante que as crianças e os mais jovens conheçam, de fato, o ambiente escolar do passado autoritário para que possam valorizar as conquistas de um novo cenário democrático: participação de pais e alunos, combinados entre alunos e professores, portões abertos à participação política etc. Isso não quer dizer que os conflitos não existam mais ou não se acirrem.

Ao final da ditadura militar, havia um enorme desejo de derrubar todos os signos da repressão escolar. Lembro-me de uma educadora que ilustrou a escola pós-ditadura militar como a de “almofadas no chão”. Pois os pais queriam livrar seus filhos dos traumas vividos. Com o tempo, houve a necessidade de ajustes. Não acho que a escola pública, por exemplo, tenha passado pelo mesmo processo. Na realidade, houve uma enorme debandada dos filhos da classe média para escolas particulares, por várias razões econômicas, sociais e políticas. Uma série de benefícios que o aluno da particular passou a ter não corresponde à realidade dos meninos da escola pública.

De qualquer modo, não acho que haja um ambiente de anarquia ou descontrole. É preciso dar mais recursos aos professores e alunos para que, juntos, criem um ambiente democrático e de entendimento. Uma nova educação está surgindo, por exemplo, via internet, à distância. O momento é de grande transição.

Durante a narrativa, há situações claras de perseguição ao garoto Doca, o que mostra que o termo bullying é recente, mas sua prática é antiga. Você acredita que o contexto da época acirrava a prática do que se chama hoje de bullying?
O que chamamos de bullying na atualidade se refere à perseguição sistemática de um determinado grupo sobre apenas um dos seus membros. Já naquela época estávamos diante do autoritarismo exacerbado do professor. Ele próprio comandava o deboche da sala contra os “diferentes”. Ele punha apelido nos alunos, estigmatizava os que tinham dificuldade de aprendizado etc. Não é uma situação que costuma se repetir hoje. Na maioria das escolas, os professores são pacificadores das situações de bullying, e não agentes. Além disso, pais e alunos têm canais de comunicação com a escola para suas insatisfações, o que não tinha cabimento na escola dos anos de chumbo.

Ainda na esteira da pergunta anterior, havia professores que compactuavam com o autoritarismo vigente na época?
Muitos professores do passado apoiavam o regime de forma ostensiva, embora houvesse os que eram afastados arbitrariamente de suas funções nas escolas públicas (secundaristas, não apenas universidades). Ao final do meu colegial, tive o prazer de conhecer alguns professores que voltavam do “exílio” das licenças forçadas, o que anunciava uma possível abertura.

Recentemente o cantor e compositor Lobão deu declarações polêmicas sobre a ditadura militar no Brasil. Afirmou, por exemplo, que se tratava de um período de guerra e que os militares evitaram uma ditadura de esquerda tão ou mais violenta quanto era a ditadura dos militares. Você tomou conhecimento dessas declarações?
Penso sinceramente que o Lobão deve ter ficado muito longe dos livros de história durante sua formação escolar. Do contrário, não diria algo tão violento contra os que sofreram a repressão desse período (refiro-me a todos nós, brasileiros). A ditadura derrubou o governo Jango, eleito e referendado democraticamente. Volte aos livros, Lobão!

Fazendo um paralelo entre o ambiente descrito na escola do garoto Doca, protagonista do seu romance, e o que aconteceu este ano na escola do bairro do Realengo, no Rio de Janeiro, que análise você faz da tragédia que aconteceu naquela escola?
Tenho muito receio de tratar a questão do bullying nas escolas de maneira que possa despertar um clamor por punição ou qualquer tipo de criminalização de crianças no país. O ambiente escolar deve ser um ambiente de paz, e a violência escolar deve ser tema dos educadores, pedagogos, psicólogos e de toda a comunidade de pais e professores. O episódio de Realengo não pode ser tratado de forma sensacionalista. Foi um crime praticado por um doente mental, que já estava fora da escola, vivendo traumas e profundo isolamento familiar. Não havia como a escola prever que a visita de um ex-aluno pudesse se transformar em tragédia. Cabe, sim, aos estudantes, refletir sobre o deboche e os maus tratos cotidianos aos colegas. Mas não pelo medo de que estejam criando um assassino, mas pelo mal que essas atitudes podem ocasionar às vítimas da exclusão social. Acredito na fraternidade.

Alguns escritores conseguem identificar o momento exato em que foram tocados pela literatura. E você, em que momento sentiu que este seria um de seus caminhos, ou o seu caminho?
Pode parecer exagero da minha parte, mas desde que comecei a ler e a escrever, aos cinco anos de idade, fui tomada por esse sonho da escrita. Aos seis, ganhei da minha avó a enciclopédia Clássicos da Juventude. Então comecei a desejar os livros e a pensar em como escrevê-los. Minha família apoiou imediatamente a ideia e começou a me tratar como se já fosse poeta (comecei com versos) e uma pequena escritora! Outro dia mesmo, encontrei um acróstico feito pela minha avó que já chamava a atenção para a minha vocação.

Que autores a influenciaram no começo da carreira de jornalista e de escritora? E que autores lê atualmente?
Considero Gabriel García Márquez o verdadeiro “culpado” por eu ter me tornado jornalista. Li uma matéria dele na revista Senhor, nos anos 1970, sobre a guerra de independência em Angola. Não sabia que era ele o grande escritor. Mas me apaixonei pelo texto e achei que o caminho mais curto para a vida literária seria o jornalismo. Mais tarde descobri que estava enganada, que o jornalismo também afasta da literatura. Era tarde demais, já havia lido Cem anos de solidão [obra-prima do escritor colombiano] e acreditado no Gabo [apelido de García Márquez].

Depois de formada, nos anos 1980 descobri a prosa da escritora Hilda Hilst [(1930-2004), escritora paulista], de quem fui amiga até 2004, ano de sua morte. Hilda foi o maior baque literário! Parei de escrever! E por alguns anos achei que o melhor a fazer era divulgar sua obra, mostrar que a maior escritora brasileira estava viva, perto de nós, embora não reconhecida pelo seu trabalho como poeta, dramaturga, ficcionista. De fato, o contato com a Hilda me afastou definitivamente da poesia e da prosa poética. Posso dizer que as maiores paixões como leitora são os russos: Tolstoi, Dostoievski, Bulgákov, Gogol, o francês Emanuel Bove e tantos outros autores capazes de olhar para “vidas minúsculas”. Leio atualmente Mikhail Bulgákov, Jonathan Franzen, Luiz Ruffato, Donizete Galvão, Ian McEwan.

Em geral, como é seu processo de criação e sua rotina de escritora?
Não consegui, infelizmente, viver de literatura. Por isso ela vem sempre de forma clandestina. Ocupo-me de escrever nos períodos entre trabalhos e tarefas. Quando estou fazendo um livro, sou uma trabalhadora, cumpro horários – mas, sobretudo, pesquiso. Todos os meus livros são acompanhados por idas às bibliotecas, sebos, metrôs e algumas tardes de andanças pelo centro da cidade. Depois, escritório, computador e método. Só não controlo o percurso dos meus personagens. Estes acabam sempre escolhendo o que querem e, no mais das vezes, contrariam radicalmente meus planos.

Que análise faz do cenário atual da literatura juvenil brasileira?
Fértil, vigorosa e com maior apuro na qualidade gráfica, característica que, no passado, era relegada a segundo plano. Único pecado: livros de encomenda sobre temas que “vendem”, mas que não são de interesse verdadeiro do autor.

Você tem contato com os leitores?
O que mais gosto de fazer é palestra nas escolas para conhecer os leitores dos meus livros. Quando são adotados e a escola me chama, lá vou eu! Fiz verdadeiro tour pelo interior de São Paulo com meus títulos. Mais de quarenta visitas.

Como vê a democracia brasileira, à luz dos fatos narrados em seu último livro?
Estamos vivendo um período democrático com todas as atribulações que isto representa. Ainda temos muito a fazer pelo combate à desigualdade social no Brasil. Mas acho bom que prossigamos apostando na democracia e na negociação entre polos contrários, como nos últimos dez anos.

Para finalizar, gostaria que falasse de suas outras obras. De que elas tratam e qual foi a recepção de público e crítica em relação a elas?
A minha estreia na literatura foi em 1994, com Agitação à beira-mar (Ática), pela coleção Vagalume, que teve uma edição em braille, já que o personagem principal era um navegador solitário cego.

Em 2005, publiquei Tatuagem, piercing e outras mensagens do corpo (Cosac Naify), livro de não-ficção que ganhou o status de Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) na categoria informativo. Depois veio A cabeleira de Berenice (SM), indicado para o Prêmio Jabuti, em 2007, na categoria “Melhor Juvenil”, que trata da questão do bullying e tem sido tema de inúmeras palestras e de encontros com as crianças.

No ano passado foi a vez de Ordem, sem lugar, sem rir, sem falar, pela Scipione, e do Prêmio ProAc, da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, que me permitiu publicar o primeiro livro para o público adulto: Náufragos emergentes – Seis histórias ordinárias (Opera Prima). Ganhou um “ótimo” do crítico e também escritor Bruno Zeni, no Guia de Literatura da Folha de S.Paulo.

O meu conto “A dona de casa não está” teve os direitos adquiridos pela Rede Globo para futuras produções audiovisuais. E a última novidade é a minha participação na antologia Histórias femininas, pela Scipione, com o conto “Prorrogação”.

4 Comentários

  1. Vinicius.C disse:
    Em 15/07/2011 às 21:15

    Boa noite!!

    Eu estava navegando e acabei chegando ao blog.

    Muito bom- vou add aos meus favoritos e voltar com mais calma e atenção merecida.

    Deixo o meu abraço!

    Vi

    • Ática Scipione disse:
      Em 18/07/2011 às 17:40

      Olá, Vinicius. Obrigado pela visita e pelo comentário. Volte sempre! Abraços.

  2. Em 08/08/2011 às 22:40

    oi, leusa, gostei muito da entrevista e o assunto sobre qual o seu livro trata. vou colocá-lo na minha fila rsrsrs que sempre é furada por mim mesmo. mas o assunto me interessa, e acho que os jovens devem lê-lo sim, já que se trata – mais do que uma página negra na nossa história – da nossa própria história. depois que o ler, vou aplicar alice.
    bjão e parabéns!

  3. Ática Scipione disse:
    Em 09/08/2011 às 13:01

    Hélio, obrigado pela leitura e pelo comentário! Abraços.

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