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	<title>Editoras Ática e Scipione</title>
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		<title>Como o contato com os diversos gêneros enriquece a formação do leitor</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 16:07:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ática Scipione</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leitura e Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[O trabalho com diversos gêneros literários, melhora a capacidade leitora dos alunos e amplia seu repertório. &#160; Por Januária Alves* Tive o privilégio de editar, junto com Leusa Araújo (jornalista e autora da Ática) uma seleta de crônicas do nosso maior cronista: Rubem Braga. Se estivesse vivo, ele teria feito 100 anos em janeiro. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O trabalho com diversos gêneros literários, melhora a capacidade leitora dos alunos e amplia seu repertório.</em></p>
<p><a href="http://blog.aticascipione.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Biblioteca.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6057" title="Imagem para Gêneros Literários" src="http://blog.aticascipione.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Biblioteca.jpg" alt="Ilustração de professor em biblioteca com os alunos trabalhando com vários livros" width="500" height="353" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Por Januária Alves*</strong></p>
<p>Tive o privilégio de editar, junto com Leusa Araújo (jornalista e autora da Ática) uma seleta de crônicas do nosso maior cronista: Rubem Braga. Se estivesse vivo, ele teria feito 100 anos em janeiro. O nosso projeto era homenageá-lo propiciando aos jovens leitores um contato com suas crônicas sob o ponto de vista do amor à natureza que ele sempre cultivou. Foi um projeto maravilhoso, especialmente pela oportunidade que tive de mergulhar no universo das mais de 15 mil crônicas deste autor e também eleger critérios para a seleção destes textos.</p>
<p>Tudo isso me fez pensar sobre a importância de oferecermos diferentes gêneros aos nossos leitores. Acredito que é só na diversidade que é possível escolher e só pode escolher, quem conhece bastante.</p>
<p>A questão dos gêneros vem sendo discutida na literatura desde Platão e Aristóteles, que já se preocupavam em distinguir poesia de prosa, por exemplo. A diferença entre lírico, épico e dramático de Platão é usada até hoje nos cânones literários.</p>
<p>O conhecimento dos diversos gêneros literários tem sido bastante trabalhado na escola visando a formação de leitores competentes porque trata-se de uma prática social: ou seja, conhecê-los implica em saber quais as diferentes formas de linguagem características de cada um, o que irá nos orientar sobre a forma mais eficiente de nos comunicar, que tipo de discurso devemos fazer para sermos compreendidos, etc. Isso é fundamental para a vida em sociedade e para a participação cidadã.</p>
<p>A educadora Ana Teberosky, grande estudiosa da questão diz que “<em>Os propósitos comunicativos determinam os gêneros e estes dão forma aos textos</em>&#8220;<span style="cursor: pointer;" title="TEBEROSKY, A. e TOLCHINSKY, L. Além da alfabetização — A aprendizagem fonológica, ortográfica, textual e matemática. São Paulo: Ática, 1996, pág. 89.">¹</span>. Ou seja, conhecer diferentes tipos de textos e seus diferentes usos coloca o sujeito em condição de escolher aqueles que são adequados a diferentes objetivos, possibilitando que sua comunicação seja mais eficaz e também que sua compreensão do mundo que o cerca seja mais ampla. Conhecer os diferentes gêneros constrói repertórios ricos em possibilidades comunicativas. Segundo os Parâmetros Curriculares nacionais.</p>
<blockquote><p><em><span style="color: #888888;">“</span></em><span style="color: #888888;">A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto a partir dos seus objetivos, do seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a língua: características do gênero, do portador, do sistema de escrita etc.[...] Um leitor competente é alguém que, por iniciativa própria, é capaz de selecionar, dentre os textos que circulam socialmente, aqueles que podem atender a uma necessidade sua. Que consegue utilizar estratégias de leitura adequadas para abordá-los de forma a atender a essa necessidade.</span><em><span style="color: #888888;">”</span></em><span style="cursor: pointer;" title="BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa, 5a a 8a séries do Ensino Fundamental. MEC/SEF, Brasília, 1998.">²</span></p></blockquote>
<p>Segundo as educadoras Miriam Orensztejn e Suzana Mesquita Moreira o contato com os diferentes gêneros forma leitores experientes e estes “<em>&#8230; sabem selecionar textos adequados a diferentes propósitos. O ato de selecionar um texto para ler requer do leitor um conhecimento sobre a situação de comunicação em que está inserido, que envolve conhecer os interlocutores, saber onde procurar, como abordar o texto, qual texto é mais adequado a determinado propósito etc.</em>”<span style="cursor: pointer;" title="Abrelê: Lumirá/ comcepção editorial Flávia dos Santos Aidar e Januária Cristina Alves, org. ALVES, Januária Cristina. SP, Ática, 2011.">³</span>.</p>
<p>Não me esqueço de uma oficina de confecção de jornais em que trabalhei com um grupo de crianças de diferentes faixas etárias com dificuldades de alfabetização. Foi fundamental para eles perceber a diferença entre os textos publicitários e os jornalísticos, por exemplo. “<em>Para convencer, argumento, para informar, uso dados</em>”, concluíram eles. E a partir daí, segundo sua professora deles, foi mais fácil trabalhar com eles textos ficcionais e informativos, poesia e contos de fadas, pois os meninos perceberam a diferença entre eles e como esse tipo de discurso pode ser usado para se informar,  para aprender ou apenas para gostar de ler e escrever.</p>
<p>Nesse sentido, as coletâneas e seletas que as editoras têm disponibilizado aqui no Brasil são materiais riquíssimos em sua diversidade e qualidade literária, propiciando aos leitores a oportunidade de, inclusive, ter contato com diferentes gêneros a partir de um mesmo tema, como acontece em muitos volumes na famosa <a title="Coleção Para Gostar de Ler" href="http://www.atica.com.br/SitePages/Colecao.aspx?cdColecao=378&amp;Exec=1" target="_blank">Coleção Para Gostar de Ler</a>, da Ed. <a title="Editora Ática" href="http://www.atica.com.br" target="_blank">Ática</a>, que esse ano faz aniversário. Aliás, foi por meio dela que conheci as crônicas de Rubem Braga, e que deu nesse papo nosso aqui!&#8230;</p>
<h2 style="text-align: center;">&#8230;</h2>
<p><em><strong>*Januária Cristina Alvesibi</strong></em> <em>é colaboradora pedagógica das Editoras Ática e Scipione. Atua como jornalista, infoeducadora e escritora, com mais de 25 livros publicados.</em></p>
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		<title>Uma história sobre o herói que há em todos nós</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Apr 2013 23:04:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ática Scipione</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leitura e Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Animação]]></category>
		<category><![CDATA[herói]]></category>
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		<description><![CDATA[O longa-metragem de animação Uma história de amor e fúria é uma narrativa multimídia que instiga o espectador a repensar a História do Brasil. O filme – assim como o documentário e o livro dele desdobrados – chega aos cinemas nesta sexta-feira como um recurso ímpar para a formação de consciências críticas. Por Januária Alves* [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><em>O</em> longa-metragem de animação Uma história de amor e fúria é uma narrativa multimídia que instiga o espectador a repensar a História do Brasil. O filme – assim como o documentário e o livro dele desdobrados – chega aos cinemas nesta sexta-feira como um recurso ímpar para a formação de consciências críticas.</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6041" title="Cena do filme &quot;Uma história de amor e fúria&quot;" src="http://blog.aticascipione.com.br/wp-content/uploads/2013/04/meus_herois.jpg" alt="Cena do filme &quot;Uma história de amor e fúria&quot;" width="435" height="238" /></p>
<p><br/><strong>Por Januária Alves*</strong></p>
<p>Em um de seus mais famosos livros, <em>O poder do Mito</em> (Ed. Palas Atenas, 1990), o pesquisador e professor <a title="Portal da Fundação Joseph Campbell" href="http://www.jcf.org/new/index.php" target="_blank">Joseph Campbell</a>, um dos maiores estudiosos da Mitologia, responde a uma pergunta do jornalista Bill Moyers com clareza desconcertante:</p>
<blockquote><p>– Porque há tantas histórias de heróis na mitologia?<br />
– Por que é sobre isso que vale a pena escrever. Mesmo nos romances populares, o protagonista é um herói ou uma heroína que descobriu ou realizou alguma coisa além do nível normal de realizações ou experiência. O herói é alguém que deu a própria vida por algo maior que ele mesmo.</p></blockquote>
<p>A afirmativa de Campbell revela o <span style="color: #999999;"><strong>poder dos heróis em nossa vida</strong></span> (e, acrescento eu, na literatura também, já que este é o meu assunto aqui neste blog) e explica as razões do fascínio que eles exercem sobre todos os seres humanos, em qualquer época. Há, em todos nós, um herói, e sabemos disto, ainda que inconscientemente, pois a vida nada mais é do que uma luta diária em busca da sobrevivência e da permanência – aliás, este é outro tema caro à Campbell, abordado em seu livro <em>O herói de mil faces</em> (Ed. Pensamento, 2004).</p>
<p>E foi precisamente esta relação simples, poética e cativante entre o herói que somos a cada dia e aquele capaz de grandes façanhas, que o diretor e roteirista <a title="Biografia do diretor e autor Luiz Bolognesi" href="http://www.buritifilmes.com.br/aprodutora.php?id=9" target="_blank">Luiz Bolognesi</a> explorou em seu mais recente filme, <em><a title="Página do filme &quot;Uma história de amor e fúria&quot;" href="http://www.umahistoriadeamorefuria.com.br/" target="_blank">Uma história de amor e fúria</a></em>. O herói imortal do filme declara, sem meias palavras: “<span style="color: #999999;"><strong>Mesmo sem perceber, todo dia a gente está lutando por alguma coisa</strong></span>”. E, com isto, passa o recado milenar: na História do cotidiano todos somos heróis.</p>
<p>O filme possui muitas qualidades: é uma animação bem realizada, reúne excelente elenco que, com talento e emoção, dubla os personagens; oferece um roteiro ágil, bem <strong><span style="color: #999999;">ao gosto dos nossos jovens-geração-internet</span></strong> e especialmente: conta uma boa história, em que um herói é capaz de sacrificar sua vida – mais de uma vez! – por uma boa causa.</p>
<blockquote><p>“Ele é um guerreiro imortal e atravessa quatro gerações: começa como um índio, depois vira o líder dos escravos, na terceira etapa estamos na época da ditadura militar e ele é uma figura importante nesse cenário e, por fim, o filme se passa em um Rio de Janeiro futurista. Nessas quatro fases da História do Brasil ele está sempre em busca de justiça e de Janaína, que é o amor da sua vida”, <em>define o ator Selton Mello, que emprestou sua voz ao personagem principal.</em></p></blockquote>
<p>Ao narrar a História do Brasil em quatro momentos distintos, o diretor nos interroga sobre os heróis que cultuamos e nos confronta com o fato de a História “oficial” eleger aqueles que precisa e que deseja, em determinados contextos. Por isto é tão importante revisitar o passado para compreendermos o lugar em que estamos e que ocupamos nos dias de hoje: <span style="color: #999999;"><strong>“Viver sem conhecer o passado é andar no escuro”</strong></span>, conclui o nosso herói.</p>
<p>Esta é a principal mensagem do filme: <strong><span style="color: #999999;">é preciso conhecer a História em suas diferentes perspectivas</span></strong>, inclusive porque ela é feita de diversos personagens e cada qual enxerga os fatos segundo suas experiências e objetivos. A certa altura, o personagem dispara: “Meus heróis não viraram estátua, morreram lutando”, o que dá a exata medida do entendimento do autor sobre a História: algo dinâmico, em movimento, e, especialmente, algo em que todos nós, “simples mortais”, estamos implicados e envolvidos.</p>
<p>Para reforçar sua mensagem junto ao público jovem e multimídia, o filme inspirou o livro <em><a title="Página do livro &quot;Meus heróis não viraram estátua&quot;" href="http://www.atica.com.br/SitePages/Obra.aspx?cdObra=4427&amp;Exec=1" target="_blank">Meus heróis não viraram estátua</a> </em>(Ed. Ática, 2013) em que Bolognesi e o professor <a title="Currículo lattes de Pedro Puntoni" href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4723218J6" target="_blank">Pedro Puntoni</a> abordam mais especificamente a História como um conjunto de diferentes visões dos mesmos fatos, apresentando alguns personagens da trajetória do Brasil e contando versões diversas das que estamos acostumados a ouvir. Encartado à obra, o documentário <em>Lutas.doc</em> ainda reúne entrevistas com estudiosos que subsidiaram o trabalho de pesquisa de Bolognesi para a construção do roteiro do filme.</p>
<p>Livro, filme e documentário encantam pela possibilidade de se recontar a História de um Brasil tão rico quanto seus personagens, enfocando a questão do herói como uma pessoa comum que, em dado momento, vive uma experiência extraordinária. Nessa linha, ajudam o leitor a se perguntar se precisamos mesmo de heróis. Se isto for verdade, como diz Campbell, <span style="color: #999999;"><strong>que tal escolhermos os nossos e ainda assumirmos nossa responsabilidade tanto pela nossa história pessoal como pela história deste povo do qual fazemos parte?</strong></span></p>
<p>___<br />
<em><strong>*Januária Cristina Alves<span style="font-size: 30%;">ibi</span></strong></em> <em>é colaboradora pedagógica das Editoras Ática e Scipione. Atua como jornalista, infoeducadora e escritora, com mais de 25 livros publicados.</em></p>
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		<title>Mediação de leitura: o prazer de ler compartilhado</title>
		<link>http://blog.aticascipione.com.br/leitura-literatura/mediacao-de-leitura-o-prazer-de-ler-compartilhado</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Mar 2013 20:01:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ática Scipione</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leitura e Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Gabriel Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[formação de leitores]]></category>
		<category><![CDATA[Ivete Pieruccini]]></category>
		<category><![CDATA[Januária Alves]]></category>
		<category><![CDATA[leitura e literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Lev S. Vigotski]]></category>
		<category><![CDATA[Marilena Aparecida Piai Zarelli]]></category>
		<category><![CDATA[mediação de leitura]]></category>

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		<description><![CDATA[Para tornar-se leitora, a criança precisa encontrar bons mediadores culturais em seu caminho. Neste artigo, a infoeducadora Januária Alves analisa a atuação destes profissionais e reúne dicas valiosas para a sua formação. Por Januária Alves* Quando trabalhamos com a leitura na escola ou na biblioteca, é comum que nos perguntem o que é a tão falada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Para tornar-se leitora, a criança precisa encontrar bons mediadores culturais em seu caminho. Neste artigo, a infoeducadora Januária Alves analisa a atuação destes profissionais e reúne dicas valiosas para a sua formação</em>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6024" title="“Mediação de leitura: o prazer de ler compartilhado”, artigo de Januária Alves, ilustração de Alexandre Marques" src="http://blog.aticascipione.com.br/wp-content/uploads/2013/03/post_januária_prazer_ler_mediado.jpg" alt="“Mediação de leitura: o prazer de ler compartilhado”, artigo de Januária Alves, ilustração de Alexandre Marques" width="430" height="347" /></p>
<p><strong>Por Januária Alves*</strong></p>
<p><strong> </strong>Quando trabalhamos com a leitura na escola ou na biblioteca, é comum que nos perguntem o que é a tão falada <strong><span style="color: #888888;">“mediação de leitura”</span></strong>. Ela nada mais é do que as atividades com literatura realizadas para crianças e adolescentes, tanto por meio do bibliotecário como do professor.</p>
<p>Conceito complexo e passível de muitas interpretações, a mediação, no sentido mais “técnico” da sua acepção, seria a <span style="color: #888888;"><strong>transferência de um elemento para outro</strong></span>, o de ser canal, apenas. Na área de educação ela foi bastante abordada por <a title="Página de Lev S. Vigotski no Portal da Ática" href="http://www.atica.com.br/SitePages/Autores.aspx?Autor=852&amp;Exec=1" target="_blank">Lev S. Vigotski</a>, psicólogo bielo-russo (1896-1934) que pesquisou como os diversos estímulos que recebemos no meio em que vivemos podem ser transformados a partir das ações de uma outra pessoa – nesse caso, o mediador. Para ele, <strong><span style="color: #888888;">o mediador, motivado por suas experiências, objetivos, repertório cultural, envolvimento emocional e outras variáveis, seleciona determinados estímulos dentre a imensidão de que dispomos, organiza-os e os apresenta para o seu público</span></strong>.</p>
<p>Em sua dissertação de mestrado “Estação Memória, lembrar como projeto &#8211; contribuição ao estudo da mediação cultural” (ECA/USP, 1999), a profa. <a title="Página da Profª Dra. Ivete Pieruccini na plataforma lattes" href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&amp;id=K4776651T8" target="_blank">Dra. Ivete Pieruccini</a> avança no conceito de mediação cultural definindo-a como toda ação  “exercida pelos serviços culturais, por meio de suas concepções, práticas, modos de organização que atuam na definição dos termos nela envolvidos”. Ou seja, longe de ser um elemento passivo, o mediador cultural altera e transforma a relação entre os atores envolvidos no processo de mediação: <strong><span style="color: #888888;">“A relação homem-mundo é uma relação mediada por símbolos, por instrumentos, por outros homens”</span></strong>, explicita a professora.</p>
<p>Parece complicado entender como isso se dá na prática, ainda mais quando tratamos do delicado trabalho com obras literárias, questão preocupante para pais e educadores nos dias de hoje. “Como atuar como um verdadeiro mediador de leitura?”, perguntam muitos profissionais deste universo. Isto porque a maioria percebe que <strong><span style="color: #888888;">oferecer um sem-número de atividades a partir dos livros nem sempre é garantia de se “ganhar” um leitor</span></strong>.</p>
<p>Não há receita, é óbvio. Se houvesse, não estaríamos vivendo uma “crise de leitores”, especialmente com os nossos jovens a partir dos 12 ou 13 anos, que muitas vezes eram leitores apaixonados e agora não conseguem mais se encantar com as páginas dos livros. Porém, vale a pena frisar que<strong><span style="color: #888888;"> o trabalho de mediação de leitura começa pelo conhecimento do objeto e das linguagens disponíveis para se trabalhar com ele</span></strong>.</p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>Conhecer um bom acervo literário é, sem dúvida, um grande recurso.</strong></span> Títulos, autores, tradutores, projetos gráficos, temáticas e diferentes abordagens de diversos assuntos ajudam o mediador a saber o que há para ser oferecido ao seu público-alvo. O segundo passo é <strong><span style="color: #888888;">conhecer o próprio gosto </span></strong>elegendo, dentre o que leu, suas obras prediletas. Afinal, <strong><span style="color: #888888;">o elemento afetivo é parte fundamental da relação leitor/livro</span></strong>. Quando indicamos ou trabalhamos com uma obra que verdadeiramente apreciamos, conseguimos expressar uma emoção que normalmente contagia o leitor potencial.</p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>Nem sempre, porém, a paixão pela leitura é suficiente para a mediação</strong></span>. Faz-se necessário estabelecer objetivos para este trabalho e atuar em diversas frentes, como as que a professora de Ensino Médio Marilena Aparecida Piai Zarelli coloca em seu artigo “<a title="Íntegra do artigo &quot;As estratégias de leitura no gênero conto&quot;, de Marilena Aparecida Piai Zarelli" href="http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/307-4.pdf" target="_blank">As Estratégias de Leitura no Gênero Conto: transformando o aluno em leitor autônomo</a>”: </p>
<blockquote><p>“Cabe ao professor promover a interação entre o aluno e os textos criando uma <strong><span style="color: #888888;">relação de cumplicidade</span></strong>, seria essa também uma forma de transformar o ato da leitura em um desafio estimulante”.</p></blockquote>
<p>Ou seja: para que se estabeleça essa interação entre leitor e texto é preciso lançar mão de estratégias específicas em que, como explica a profa. Marilena, professor e aluno busquem uma solução conjunta ativando conhecimentos prévios, levantando hipóteses, fazendo inferências e partilhando visões de mundo e conhecimentos historicamente construídos. Isto envolve, além de paixão e formação de vínculos, um bom repertório literário, a apropriação das diversas linguagens que podem ser usadas para o trabalho com os livros e <span style="color: #888888;"><strong>muita disposição para explorar, junto com as crianças e os jovens, as infinitas possibilidades de leitura</strong></span>.</p>
<p>E por fim, como acrescenta o escritor e professor Edson Gabriel Garcia (em seu artigo <a title="Íntegra do artigo “Dupla formação do educador: leitor e mediador”, de Edson Gabriel Garcia" href="http://diariodeumadiretora.blogspot.com.br/2013/02/a-dupla-formacao-do-educador-leitor-e.html" target="_blank">“Dupla formação do educador: leitor e mediador”</a>),</p>
<blockquote><p>“O professor/mediador precisa estar disposto a aprender e ensinar. Ser leitor e mediador ao mesmo tempo solicita ao educador carinho pelo texto, olhar de curiosidade, persistência e paciência na acomodação constante dos novos sentidos. Solicita ouvidos atentos para a diversidade e pluralidade e demanda amorosidade na dose certa para acompanhar perguntas, dúvidas e indecisões”.</p></blockquote>
<p>Deve ser por isto que não há receitas prontas para ser mediador de leitura. <strong><span style="color: #888888;">Há que se fazer, cada qual, o seu caminho, ao caminhar</span></strong>.</p>
<p>___<br />
<em><strong>*Januária Cristina Alves<span style="font-size: 30%;">ibi</span></strong></em> <em>é colaboradora pedagógica das Editoras Ática e Scipione. Atua como jornalista, infoeducadora e escritora, com mais de 25 livros publicados.</em></p>
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		<title>A vida social da criança e a adaptação escolar</title>
		<link>http://blog.aticascipione.com.br/diversidade/a-vida-social-da-crianca-e-a-adaptacao-escolar</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Mar 2013 23:30:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ática Scipione</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[acolhimento]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação escolar]]></category>
		<category><![CDATA[Canteiro]]></category>
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		<description><![CDATA[“Ninguém passa a entender o mundo da noite para o dia e não me parece tarefa fácil aceitar relações com estranhos também da noite para o dia – se não é fácil para um adulto, imagine para uma criança”. Neste artigo, a arte-educadora Margareth Darezzo continua a sua série de reflexões sobre a adaptação escolar. Por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“Ninguém passa a entender o mundo da noite para o dia e não me parece tarefa fácil aceitar relações com estranhos também da noite para o dia – se não é fácil para um adulto, imagine para uma criança”. Neste artigo, a arte-educadora Margareth Darezzo continua a sua <a title="Artigos de Margareth Darezzo sobre adaptação escolar" href="http://blog.aticascipione.com.br/?s=margareth+darezzo+adapta%C3%A7%C3%A3o+escolar&amp;searchsubmit=">série de reflexões sobre a adaptação escolar</a>.</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6005" title="“A vida social da criança e a adaptação escolar”, artigo de Margareth Darezzo, foto de Luciana Saito" src="http://blog.aticascipione.com.br/wp-content/uploads/2013/03/post_margareth.jpg" alt="“A vida social da criança e a adaptação escolar”, artigo de Margareth Darezzo, foto de Luciana Saito" width="430" height="273" /></p>
<p><strong>Por Margareth Darezzo*</strong></p>
<p>Já faz muito tempo que dou aula de música para grupos de crianças a partir de quatro meses, com suas mães ou cuidadores,  e a minha maior atenção está voltada para as relações desta díade. <strong><span style="color: #888888;">A cada encontro procuro fazer da musicalização um caminho que ofereça oportunidades de trocas ricas e sensíveis</span></strong>. Proporciono um repertório de canções, brincadeiras e atividades com possibilidades de toque, de olhar nos olhos e de estarem juntos, em uma presença com qualidade e afeto. Danças e brincadeiras de colo, com ritmos e repetições, são compartilhadas e passam a ser reproduzidas no dia a dia dos alunos. <span style="color: #888888;"><strong>Brincamos, afinal, todos juntos.</strong></span></p>
<p>Com o tempo e a construção da familiaridade e da intimidade, cada participante do grupo apresenta condutas de comportamentos únicos. <strong><span style="color: #888888;">Os arranjos e acordos vão se revelando em características semelhantes ou contrárias, harmoniosas ou resistentes</span></strong>, tecidas em uma relação que começa muito antes de o bebê nascer, quando surge o sonho de se ter um filho. (Conheço pessoas que sonham em ter filhos desde a própria infância, algumas com o nome escolhido, inclusive.)</p>
<p>Sempre apresento diferentes situações de convívio e evito interferir na conversa entre a mãe e seu bebê. Nesta paisagem lindíssima, uma situação interessante se repete com todas as crianças, saltando-me aos olhos e ao coração: em certo momento a criança se dirige a mim para pegar um brinquedo ou um instrumento, ou até mesmo para me incluir em uma atividade, e antes de o contato acontecer ela se volta invariavelmente para a mãe ou cuidador e confere a sua postura. <span style="color: #888888;"><strong>Encorajamento ou reprovação?</strong></span></p>
<p>Vejo claramente que a criança leva em conta todas as pistas dadas por quem a acompanha: a expressão facial, a linguagem não verbal, a linguagem verbal e a tendência que a mãe (ou cuidador) apresenta nessa situação que passa a ser recorrente, afinal, <strong><span style="color: #888888;">o mundo fica cada dia mais real para o bebê, e conhecer outras pessoas torna-se inevitável e frequente</span></strong>. Assisto desta forma à busca de um aval para o seu novo contato social.</p>
<p>O comportamento e as decisões da criança frente ao novo, inspirados em sua essência e modulados pelo ambiente, ganham neste contexto o reforço ou a negação, e assim começa a se desenvolver a <span style="color: #888888;"><strong>habilidade social</strong></span>.</p>
<p>Para compreender o processo de adaptação escolar da criança pequena, <a title="&quot;Adaptação escolar&quot;, artigo de Margareth Darezzo" href="http://blog.aticascipione.com.br/gestao-escolar-2/adaptacao-escolar">tema que abordei em meu primeiro artigo neste blog</a>, seria prudente que pais e educadores levassem em conta tal <strong><span style="color: #888888;">histórico de vínculos e conquistas</span></strong>, que pode justificar tanto a dificuldade como a facilidade de certas crianças em iniciar suas relações com os outros. A partir desta perspectiva é que poderiam, então, modular ou interceder.</p>
<p>A confiança entre a família, a escola e os profissionais do ensino soma dados de segurança para o novo aluno começar a compreender e suportar o ambiente onde passou a ficar boa parte do seu dia, com os novos amigos: educadores, cuidadores e outras crianças. <span style="color: #888888;"><strong>Ninguém passa a entender o mundo da noite para o dia </strong></span>e não me parece tarefa fácil aceitar relações com estranhos também da noite para o dia – se não é fácil para um adulto, imagine para uma criança. Mais uma vez, a palavra compaixão deve ganhar significado e contexto, sempre e para todos, <a title="&quot;Adaptação escolar&quot;, artigo de Margareth Darezzo" href="http://blog.aticascipione.com.br/gestao-escolar-2/adaptacao-escolar">como já expliquei por aqui</a>.</p>
<p>Com mais esta reflexão sobre o acolhimento escolar e a interação com os novos alunos, desejo que aumentem as possibilidades de adaptação de todos os envolvidos, principalmente em qualidade. <span style="color: #888888;"><strong>Certamente vou querer saber como foi a sua experiência.</strong></span></p>
<p>Deixo, por fim, minha sugestão de trilha sonora para uma das lindas conquistas da sua criança: <strong><span style="color: #888888;">“Crescer&#8230; o tempo não para, sempre ouço dizer, e que dia a dia não paro de crescer&#8230;”</span></strong>:</p>
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<p><center><strong>Bom princípio de vida nova para os pequenos e boa aula a todos!</strong></center></p>
<p>___<br />
<em><strong><span style="color: #000000;">*</span><a title="Biografia de Margareth Darezzo no site do livro &quot;Canteiro - Músicas para brincar&quot;" href="http://sites.aticascipione.com.br/canteiro/autores.html" target="_blank">Margareth Darezzo</a></strong> é compositora, arte-educadora, mestre em Educação Especial pela UFSCar, especialista em psicologia infantil e publicitária. Trabalha com música e desenvolvimento há mais de 20 anos, e sobre estes temas ministra oficinas e palestras para educadores, pais e cuidadores. Em 2011, Margareth lançou pela Editora Ática o livro </em><a title="Site especial do livro &quot;Canteiro - Músicas para brincar&quot;" href="http://www.atica.com.br/canteiro" target="_blank">Canteiro &#8211; Músicas para brincar</a><em>.</em></p>
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		<title>Flexibilizar para ensinar</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2013 23:35:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ática Scipione</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Para atender à diversidade não há necessidade de currículo paralelo”, explica a psicóloga Sonia Casarin. Neste artigo, a especialista em educação inclusiva aborda a importância do planejamento escolar flexível e da compreensão das particularidades dos alunos. Por Sonia Casarin* O ano letivo começou e, a esta altura, os professores certamente já têm seus planos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“Para atender à diversidade não há necessidade de currículo paralelo”, explica a psicóloga Sonia Casarin. Neste artigo, a especialista em educação inclusiva aborda a importância do planejamento escolar flexível e da compreensão das particularidades dos alunos.</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5979" title="“Flexibilizar para ensinar”. Artigo de Sonia Casarin, imagem MorgueFile/DuBoix" src="http://blog.aticascipione.com.br/wp-content/uploads/2013/02/post.jpg" alt="“Flexibilizar para ensinar”. Artigo de Sonia Casarin, imagem MorgueFile/DuBoix." width="430" height="430" /></p>
<p><strong>Por Sonia Casarin*</strong></p>
<p>O ano letivo começou e, a esta altura, os professores certamente já têm seus planos de ensino definidos. Muitos deles, entretanto, ainda não conhecem os novos alunos, pelo menos não todos. As turmas mudam, novas crianças e adolescentes são matriculados e o <strong><span style="color: #888888;">plano de ensino geralmente é realizado sem o conhecimento do aluno “concreto”</span></strong>, dos indivíduos que existem e têm particularidades, inclusive na maneira de aprender (cada um, é sempre bom reforçar, tem a sua modalidade de aprendizagem).</p>
<p>E como fica esse plano pré-determinado, feito para um <strong><span style="color: #888888;">aluno genérico</span></strong>?</p>
<p>Na <strong><span style="color: #888888;">educação para a diversidade</span></strong>, é essencial que o plano de ensino seja flexível e tenha condições de contemplar muitas das particularidades do aluno. Seria necessário, então, existirem tantos planos quanto alunos em sala de aula?</p>
<p>Não necessariamente. Costumo repetir que cada ser humano é diferente do outro; isto todos sabem. Mas, ao mesmo tempo, o ser humano também é muito semelhante aos seus próximos, por isto somos humanos, <strong><span style="color: #888888;"><em>homo sapiens</em></span></strong>. Penso que a maioria das pessoas têm consciência destas duas premissas, embora, na prática, equacioná-las seja difícil.</p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>Privilegiamos a semelhança e padronizamos muitas coisas</strong></span>: há um tipo de vestuário padrão, calçados-padrão, carros-padrão e ensino-padrão. Começamos agora a encontrar exceções: já temos a moda tamanho GG, opções de calçados, carros adaptados&#8230; Precisamos também instrumentalizar o educador para que faça a “educação sob medida”.</p>
<p>Não é tão difícil. O plano do professor indica o quê, quando e como ensinar. Por exemplo, um plano de aula de <strong><span style="color: #888888;">uma sequência didática deve contemplar objetivos, estratégias, recursos e avaliação</span></strong>. Estas regulações são adequações ou flexibilizações, que conferem maior maleabilidade ao ensino.</p>
<p>Ao preparar a sua aula, o professor deve considerar a complexidade do assunto que vai ensinar, contemplando diversos níveis de dificuldade (do mais básico ao mais abrangente); a quantidade de conteúdo que vai ensinar, elegendo o que é essencial para a aprendizagem; e a temporalidade do que vai ensinar, determinando o tempo necessário para o ensino e a aprendizagem de cada conteúdo.</p>
<p>Imaginemos uma turma de Ensino Médio que contemple alunos com diferentes habilidades. Ao estudar a oxidação, uma aluna com síndrome de Down poderia associar a explicação do professor à ferrugem que já tinha visto em sua casa, mas ter dificuldade em memorizar os nomes dos elementos químicos e seus “códigos”. Outro aluno também com síndrome de Down poderia aprender todo o processo e seus códigos, em um tempo maior. Ainda, no mesmo contexto, um aluno com altas habilidades poderia compreender facilmente tanto a oxidação como todos os fatores envolvidos neste processo, extrapolando-o para outras situações.</p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>O planejamento flexível contempla as particularidades do aluno</strong></span>, adequando os objetivos e a avaliação às suas condições. Assim, para a aluna com síndrome de Down é suficiente que ela compreenda a “situação de oxidação/ferrugem”, enquanto outros alunos que podem aprender o processo e sua nomenclatura devem ser avaliados de acordo com os seus recursos.</p>
<p><strong><span style="color: #888888;">Para atender à diversidade não há necessidade de currículo paralelo</span></strong>. É possível sair da padronização, ampliar o planejamento e, ao conhecer os alunos, fazer as adequações necessárias, modificando objetivos, estratégias, recursos, tempo e avaliação, para que todos tenham oportunidade de aprender.</p>
<p><em><strong>___</p>
<p></strong></em><em><strong>*Sonia Casarin</strong> trabalha com inclusão desde quando “inclusão” ainda não existia no vocabulário escolar. É doutora em Psicologia pela PUC-SP, autora de</em> <a title="Talento e deficiência: como incluir alunos com diferentes tipos de inteligência " href="http://www.atica.com.br/SitePages/Obra.aspx?cdObra=4067&amp;Exec=1" target="_blank">Talento e deficiência: como incluir alunos com diferentes tipos de inteligência</a> <em>(Editora Ática, 2011), docente da pós-graduação em <a title="Educação Inclusiva do Instituto Superior de Educação Vera Cruz " href="http://veracruz.edu.br/?frame=paginas.php&amp;id=166&amp;unidade=4" target="_blank">Educação Inclusiva</a> do Instituto Superior de Educação Vera Cruz e responsável pelo <a title="SOS Down - Serviço de Orientação Sobre Síndrome de Down" href="http://www.sosdown.com/" target="_blank">SOS Down</a></em>.</p>
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