Estudioso das mudanças sociais provocadas pela internet e autor de diversos livros de referência sobre o tema, o sociólogo francês Pierre Lévy esteve no último fim de semana em Brasília para participar do 5º Congresso Internacional Conexão RCE. Uma das falas mais aguardadas do evento, sua palestra abordou o desenvolvimento da inteligência e a aprendizagem nos tempos atuais, da Cultura Digital, em que a internet e a vida em rede proporcionam a produção, o compartilhamento e a recombinação quase infinita de informações de todos os gêneros. Abaixo, destacamos da cobertura da Agência Brasil duas colocações bastante importantes de Lévy para aqueles que refletem sobre a educação em bases ampliadas pela tecnologia:
Para Lévy, mudarão os materiais pedagógicos e mudarão as competências dos estudantes. “Os alunos do futuro serão pessoas criativas, abertas e colaborativas. Ao mesmo tempo, serão capazes de se concentrar com uma mente disciplinada. É necessário equilibrar os dois aspectos: a imensidão das informações disponíveis, colaborações e contatos; com [a capacidade de] planejamento, realização de projetos, disciplina mental e concentração”.
O sociólogo defende o uso das redes sociais para ensino e aprendizagem. Ele mesmo obriga os seus alunos a criarem grupos no Facebook, postarem textos ou vídeos e participarem de grupos de discussão. “O Facebook é apenas uma das mídias sociais em um contexto de participação. Não são as novas mídias que terão impacto negativo. São as pessoas que postam coisas negativas. É como se perguntar qual o impacto negativo da linguagem porque tem muita mentira. Não é a linguagem que tem impacto negativo, são os mentirosos!”, comparou.
Leia a íntegra da matéria em “Pierre Lévy prevê substituição do livro didático e do caderno por computadores e tablets nas salas de aula”. Para saber mais sobre as ideias do sociólogo e professor da Universidade de Ottawa (Canadá), acesse o arquivo da sua entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.